Domingo, 5 de Abril de 2009
Terça-feira, 3 de Março de 2009
Trecho de um poema meu
Você me pega pelo queixo e eu me sinto sua filha, sua pupila,
e me olha nos olhos pra me ensinar uma lição que eu vou precisar quando crescer.
Você me pega pelos ombros e eu me sinto sua irmã, sua companheira,
que você quer abraçar, proteger e estar sempre junto.
Você me pega pelos cabelos e eu me sinto sua mulher, sua amante,
que você quer possuir, amar, acariciar, mimar e preservar.
Você me pega de jeito quando, com suas palavras simples,
acompanhadas de um sorriso cheio de vida, fala mais profundamente
que os discursos gramaticalmente perfeitos
de pessoas supostamente perfeitas ao meu redor.
(...)
Aonde está você agora?
Agora que eu preciso tanto da sua mão no meu queixo,
nos meus ombros e no meu cabelo, onde está você?
(...)
Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009
Revolución de las Letras
Revolução: “acontecimento que altera definitivamente e radicalmente a estrutura de uma sociedade”.
A revolução à qual me refiro alteraria para sempre as estruturas brasileiras. Modificando a maneira de pensar, dando mais importância à educação, estaremos modificando a cabeça desta e de muitas gerações.
Criar um Brasil livre de preconceitos é criar um exército de homens letrados, esclarecidos, diversificados, tolerantes, éticos, que lutem pela liberdade e pela justiça.
Para tanto, a idealização já não basta. A ação e a reconstrução de conceitos são as chaves revolucionárias que necessitamos.
Tantos foram os pensadores e educadores que, como eu, alertaram para a importância vital deste tema. Paulo Freire, Darcy Ribeiro, Ruth Rocha e tantos outros já mostraram que a educação é o alicerce vital para a revolução basileira, sem clichês atrelados. Pura e simples educação de qualidade, para todos os níveis, para todos os homens e mulheres e crianças. A formação de um Brasil decente.
Não basta
É preciso puni-la.
Nas basta achar a realidade triste;
É preciso mudá-la.
Nas basta errar;
É preciso aprender.
Não basta ler;
É preciso sentir e esclarecer.
Não basta juntar a voz à multidão;
É preciso caráter para abraçar um ideal.
Não basta viver, somente;
É preciso lutar consciente.
Sábado, 14 de Fevereiro de 2009
Aos calouros da FND
Para quem acaba de entrar na faculdade, se integrar nesse mundo novo já é bem complicado. Principalmente se a faculdade for pública e se o aluno vier de uma rede particular. Tanto já nos é dito de antemão dos ‘perigos’ e das diferenças que nos aguardam, que não sabemos mais no que acreditar. Ou já tomamos algum dos avisos que tivemos por verdadeiro.
Alguns desses avisos giram em torno da qualidade das instalações, do desprendimento dos professores, da violência que ronda o centro da cidade e tantos outros assuntos muito batidos. Alguns são válidos, outros são exagerados e muitos refletem as preocupações dos pais de classe média que estão vendo seus filhos crescerem.
Para os alunos que acabaram de entrar na Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, tudo isso se encaixa perfeitamente. Nós, calouros, chegamos lá com tanto nervosismo acumulado de suposições de outrem, que é quase sufocante entrar por aquelas portas antigas pela primeira vez. Mil dúvidas, mil perguntas. Mil pré-respostas e mil recomendações também.
O que muitas vezes esquecem de avisar-nos é que a faculdade pública não é assim, com tantos ‘defeitos’ que a pintam. Existem, sim, muitos problemas, alguns muito sérios, como um atualmente na instituição. Mas ninguém tinha avisado que ela não é tão ruim assim, principalmente por causa dos próprios estudantes.
Todo mundo diz que ‘é o aluno que faz a faculdade’. E não existe frase mais verdadeira. A universidade federal brasileira ainda não sucumbiu por causa do corpo acadêmico, ou seja: por causa de nós que acabamos de entrar e todos aqueles que estudam e estudaram ali. Por causa dos alunos que cumprem seus deveres e sempre vão procurar das autoridades envolvidas que façam o mesmo.
No país do conformismo e da ignorância política, o que acabo de escrever pode soar como um velho clichê para rebater os velhos problemas. Só que isso não é um clichê. A atividade política dos Centros Acadêmicos sempre me pareceu uma fachada depois da ditadura. Só que eu estava errada.
Ao entrar em contato com o mundo da FND e suas agitações políticas, pude perceber que a chama que ardia na passeata dos Cem Mil ainda arde no peito de muitos estudantes. De todos aqueles que vão reclamar de professores fantasmas. Daqueles que não abaixam a cabeça quando ocorrem falcatruas administrativas. Daqueles que ainda se reúnem para reunir os interesses estudantis.
Agora percebo na pele como a opinião pública é realmente fruto de jogadas de interesses de alguns na mídia. Por exemplo. Nem todo manifestante quer matar aula. Nem todos os presidentes de turma têm discursos vazios. Nem todo estudante com engajamento político e ideológico é fanfarrão. O cuidado com essas falácias e a crítica real do que nos é passado deve ser constante.
Temos que cuidar das nossas faculdades públicas como não cuidamos do nosso ensino básico. Para não deixá-las ruir e perder o brilho, o prestígio e o espaço para as faculdades particulares. Assim como aconteceu com a educação fundamental e média pública, que era excelente e hoje é deteriorada, frustrante e uma preocupação a menos para o governo. E a educação particular virou uma renda a mais para a iniciativa privada com o título de eficiente e de qualidade.
Ninguém espera ter que pagar cada vez mais caro e por mais tempo por educação, não é? Principalmente quando material, alimentação e transporte já são por si altamente custosos. Não porque não pagar seja mesquinharia. Mas porque é direito de todos um ensino de qualidade (e os direitos do homem e do cidadão, das crianças e adolescentes que me justifiquem).
Ser um excelente profissional com bacharelado em Direito de nada adianta se os seus próprios direitos não foram perseguidos e conquistados durante o ensino superior. Entrar no mundo Jurídico sem nunca ter provado o gosto da busca pela justiça não é o bastante. Desvencilhar o Direito dos direitos sociais comuns e da política é impossível, além de ser uma grande hipocrisia que alimenta a corrupção.
Convoco, então, a todos os calouros da Nacional que procurem se informar da vida política da faculdade. Começando pelo micro, podemos atingir o macro. Ao lidarmos com os problemas da nossa própria instituição, estaremos mais preparados para lidar com os problemas do nosso país. E assim poderemos obter as mil respostas verdadeiras que carregamos consciente ou inconscientemente ao subir as escadarias de mármore do prédio da Nacional.
Domingo, 25 de Janeiro de 2009
Aspas em Nárnia
Lúcia para Suzana (ambas Filhas de Eva), por C. S. Lewis em As Crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian.
"Vamos supor que nós sonhamos, ou inventamos, aquilo tudo - árvores, relva, sol, lua, estrelas (...). Vamos supor que sonhamos: ora, nesse caso, as coisas inventadas parecem um bocado mais importantes que as coisas reais. Vamos supor então que esta fossa, este seu reino, seja o único mundo existente. Pois, para mim, o seu mundo não basta. E vale muito pouco. E o que estou dizendo é engraçado, se a gente pensar bem. Somos apenas uns bebezinhos brincando, se é que a senhora tem razão, dona. Mas quatro crianças brincando podem construir um mundo de brinquedo que dá de dez a zero no seu mundo real. Por isso é que prefiro o mundo de brinquedo."
Brejeiro (Paulama) para a Feiticeira Verde (da mesma raça da Feiticeira Branca, de outro mundo), por C. S. Lewis em As Crônicas de Nárnia - A cadeira de prata.
Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009
ID
I'm interested about art, in general. All types of it. I particularly like things that make me reflect, analise, think, emotioned, thrilled, smile and sweetly nostalgic.
I'm also interested about life, every lifestyle that could possibly exist, different cultures, costumes, food, countries, people. International Relations, politics, law, international conflicts, philosophy, languages, geography, history, traveling, all these atmospheres catch my eye.
As for myself, I try to make my life a little bit more artistic. I write poems, little chronicles and other. I read a lot. I take pictures when I see a good landscape or feel a tiny hidden meaning behind it all. And I like to draw too, but I'm tottaly aware that I'm not quite good at it. I can't play any instrument, but I love music, all sorts and I only can sing in the safety of my bedroom.
Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009
Play Love
An everlasting love from fairy tales?
Or just a new toy to play?
Do our girls want to be perfect dolls?
Or just a sex icon in a megazine cover?
But have someone told them that between four walls
the perfect love is very different from the perfect lover?
What kind of love are we teaching?
One's too naive and the other's too appealing.
Play with love or let it play with you
Isn't such horribles things to do?
